Curta Degustação exibe nos dias 1, 8, 22 e 29 de novembro os curtas da 2ª edição da Mostra CineAfroBH

No mês em que se celebra o Dia da Consciência Negra, o Curta Degustação exibe os curtas que compõe a 2ª edição da Mostra CineAfroBH, saberes e fazeres afro-brasileiros, idealizada e realizada pela cineasta Carem Abreu, frequentadora do Centro de Estudos Cinematográficos de Minas Gerais  CEC-MG nos anos 90. 

A CineAfroBH é a primeira mostra audiovisual de Minas dedicada exclusivamente à exibição de filmes produzidos por diretores afro-brasileiros. A primeira edição aconteceu entre 2014 e 2015, com seleção de 12 filmes de diretores de BH. Foram realizadas 8 exibições de rua e 10 em escolas e espaços culturais de BH.

Em 2016 o projeto integra o programa Descentra Cultura da Prefeitura de Belo Horizonte – PBH e exibirá 10 sessões: duas de rua, que aconteceram em setembro, e em novembro acontecem as sessões em espaços culturais de BH. Esta edição conta com 12 filmes de diretores afro-brasileiros de Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Bahia, São Paulo e Espírito Santo.

Nas duas primeiras sessões de novembro, dias 1 e 8 (terça-feira), serão exibidos no auditório da Imprensa Oficial os curtas que integram a temática Cultura e Resistência. Os filmes homenageiam a trajetória cultural do mestre Keyroga, precursor do reggae na capital mineira. 

Já nas duas últimas terças do mês, dias 22 e 29, os filmes exibidos abordarão a temática Samba e Religiosidade, e terão como homenageado o mestre Carlinhos de Oxóssi, criador do grupo de samba de roda Fala Tambor.

A Mostra CineAfroBH coloca no foco das atenções os verdadeiros representantes da cultura brasileira, muitas vezes menosprezados e agredidos verbal e fisicamente em função de ignorância, intolerância e covardia imposta pelo racismo velado. 

Promover o conhecimento da contribuição da cultura afro-brasileira para a identidade do brasileiro e respeito pela humanidade são os objetivos primordiais dessa atividade cultural.

As sessões são gratuitas e abertas ao público, com classificação indicativa livre.

Programação: 

CULTURA E RESISTÊNCIA:
01/11 – MOVIMENTO NEGRO E CULTURA RASTAFARI [Thiago Carvalho, 2011, 7’20”, DOC, MG] Recorte da história do reggae mineiro e o modo como a cultura ancestral Rastafari foi apropriada por diferentes pessoas, dando continuidade aos seus aspectos até os dias atuais
FUTEBOL E SONHOS [Fábio Marcelino e Sergio Vilaça, 2014, 22’23”, DOC, MG] Um embate entre a dificuldade e o sonho, a perspicácia e o desânimo, a solidariedade e a alteridade. Entrega, suor e coração. 
AS MINAS DO RAP [Juliana Vicente, 2015, 14′, DOC, SP] Entrevistas com mulheres ligadas ao hip hop, abordam o histórico feminino dentro do movimento e dão voz a artistas como Negra Li, MC Gra e Karol Conká.

08/11 – SÉRIE EDUCAÇÃO E CIDADANIA (Episódio “Africanidade”) [Helder Quiroga, 2016, 6’25”, Seriado Doc, MG] – Projeto realizado pela ONG Contato, buscando aprimorar e modernizar os conteúdos educacionais audiovisuais destinados a formação da juventude. 
– DANDARAS – A Força da Mulher Quilombola [Ana Carolina e Amaralina Fernandes, 2015, 30’09”, DOC, MG] Conheça a trajetória e o engajamento de mulheres quilombolas que atuam como lideranças políticas de suas comunidades e do movimento quilombola como um todo.
– TEMPOCIDADE [Marcos Donizetti, 2011, 5’40”, Video Poesia, MG] Em pauta: tempo, cidade e arte. O artista no meio da multidão, a provocação sobre a ocupação do espaço público e sua ressignificação. Com o poeta e performer Renato Negrão.

SAMBA E RELIGIOSIDADE:
22/11 – ONÁ [Coletivo Crua, 2014, 5′, FIC, RJ] Um poeta realiza uma oferenda afim de libertar os caminhos da sua raça que até hoje sofre com um preconceito cultural e estético.
– ÈGUN [Helder Quiroga, 2015, 12’37”, FIC ANIM, MG] SINOPSE: Pescador busca compreender os fatos que levaram a morte de seu pai relacionando a condição sociocultural dos moradores de uma comunidade litorânea e a tradição espiritual afro-brasileira do Candomblé. 
– O PORTO AINDA SAMBA [Ana Paula Pereira, Bia Marques, Eduardo Ferrera, Francisco de Assis Duarte, Hilanna Andrade, Israel Araújo, Márcia Alves, Nico Silva, Pamuke Mbiyavanga Mbunma, Victor Porciúncula, 2016, 20′, DOC, RJ] A resistência do Samba na Pequena África. Interseções das histórias da ocupação da região portuária, com o surgimento do Samba no Rio de Janeiro, os blocos de rua e a Vizinha Faladeira.

29/11 – COROAS [Isaac Donato e Marília Cunha, 2015, 14′, DOC, BA] O cotidiano das marisqueiras e pescadores da terceira idade, e suas tradições orais, transmitidas através do samba de roda da Ilha de Vera Cruz, na Bahia.
– ESTÉTICA DA MEMÓRIA [Cristiano Rato, 2011, 5’20”, Video Poesia, MG] Movimentos corporais criaram forma para resistir ao esquecimento completo da memória da favela.
– BEATITUDE [Délio Freire, 2015, 15′, FIC, ES] Releitura do mito de Anastácia, a escrava divinizada pela cultura afro-brasileira.
– SAMBANGOLÊ – [Carem Abreu, 2015, 4’, MUS, MG] Videoclipe do Grupo Fala Tambor, sob regência de mestre Carlinhos de Oxóssi.

Centro de Estudos Cinematográficos de Minas Gerais  CEC-MG 

Av. Augusto de Lima, 270, 30190-001 Belo Horizonte

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